Quais os setores mais impactados pelo coronavírus?

Quais os setores mais impactados pelo coronavírus?

Em 2020, o mundo foi surpreendido por uma pandemia. O coronavírus, responsável por uma rápida proliferação e o colapso dos sistemas de saúde, acabou por levar diversos governantes a decidir pela implantação de um lockdown, fechando majoritariamente qualquer tipo de operação não essencial.

Em função disso, apesar de ser uma crise de saúde, a pandemia enfrentada afetou diretamente o Mercado Financeiro global. Em praticamente todos os países haverá retração da economia e a expectativa é de PIB global negativo.

Para o investidor, o impacto foi direto. Diversas Bolsas de Valores apresentam fortes quedas. Sendo assim, qual a melhor forma de operar no Mercado Financeiro? Quais os setores mais impactados? Haverá vencedores dessa crise?

Quais as consequências da crise do coronavírus?

O isolamento social, embora necessário para manter o sistema de saúde em condições de atender a população e evitar o caos, acaba afetando diretamente a economia. Pequenos negócios raramente possuem condições de lidar com mais de 30 dias sem qualquer receitas.

É verdade também que momentos como esses geram oportunidades. Companhias de grande porte fazem aquisições de empresas mais frágeis. Em países onde o e-commerce ainda não é tão utilizado pode-se notar um aumento na confiança do consumidor. O home office foi instalado em diversos negócios e pode ser uma tendência futura.

Todas essas consequências vão afetar fortemente os resultados das empresas. Sendo assim, onde vale a pena investir? Para isso, resolvemos fazer uma breve análise de alguns setores visando ajudá-lo na tomada de decisão ao longo da crise de 2020.

Quais os setores mais impactados pelo coronavírus?

Apesar do crescimento de tecnologia, muitos segmentos de negócios ainda dependem majoritariamente do fluxo presencial. Sendo assim, com o lockdown, eles são diretamente afetados em suas receitas. Vamos entender um pouco mais da realidade dos setores mais impactados pelo coronavírus.

Companhias aéreas

Provavelmente o setor que mais vai sofrer nessa crise de 2020 é de companhias aéreas. Com o isolamento social, muitos países fecharam fronteiras e as empresas de viagens se viram obrigadas a praticamente congelar suas atividades. Muitas operaram apenas com vôos domésticos e o transporte de cargas no período.

O impacto é ainda pior para empresas que atuam fora dos Estados Unidos. Em sua maioria, afinal, os custos são em dólar — e a moeda americana valorizou-se fortemente nos últimos meses.

Além disso, a retomada do segmento deve ser lenta. Viajar não é uma atividade essencial e, dado o cenário econômico, é possível que a população opte por conter gastos no curto prazo. Para viagens profissionais, o impacto também deve aparecer. As conferências online podem ter chegado para ficar na medida em que reduzem custos para as companhias.

Varejo

O segundo segmento mais afetado é o varejo, especialmente para aquelas empresas cujas vendas dependem majoritariamente de lojas físicas. O e-commerce ganha ainda mais notoriedade e pode afetar diretamente negócios que não davam a devida atenção a esse canal de vendas.

Além disso, assim como mencionamos para companhias aéreas, a disposição para gastos deve ser reduzida no curto prazo. Muitas pessoas acabaram perdendo o emprego na crise e o foco deve ser a contenção de gastos. Assim, o consumo acaba prejudicado — como em vestuário e restaurantes.

Educação

A educação também tem o apoio da tecnologia com os serviços EAD (Educação a Distância). Contudo, ele funciona muito melhor para estágios mais avançados — como as faculdades. Não é tão simples ensinar crianças, perfil cujo foco tende a ser menor, a estudar em casa.

As estruturas físicas são, portanto, fortemente impactadas. E muitos sistemas educacionais ainda não desenvolveram formas adequadas de EAD, sendo obrigados a fazê-lo em caráter emergencial. Além disso, em virtude do aumento do desemprego, é possível também que as escolas e universidades sofram com inadimplência.

Construção civil

Por fim, outros dos setores mais impactados pelo coronavírus é a construção civil. Esse já é um segmento com maior influência das oscilações econômicas globais. Com a economia aquecida tendem a surfar na boa fase financeira, da mesma forma em que sofrem em períodos de recessão.

Com o coronavírus, naturalmente que o impacto é elevado. Muitos compradores devem apresentar cautela na aquisição de novos empreendimentos, visando preservar capital. Ao mesmo tempo, obras são de longo de prazo e alguns lançamentos previstos para 2020 certamente terão impactos nos níveis de comercialização.

E quais os setores menos impactados pelo coronavírus?

Em toda crise, há setores que acabam sofrendo menos também. O cenário adverso não apresenta os mesmos riscos para todos os tipos de negócios. Portanto, vamos comentar alguns segmentos mais resilientes considerando os impactos do coronavírus.

Supermercados

Apesar do fechamento do comércio, os supermercados passam praticamente ilesos a um período de lockdown. Isso porque a alimentação é algo que as pessoas não podem abrir mão portanto, eles se configuram em um serviço essencial para a população.

Isso não quer dizer que não exista um impacto sobre as vendas ou uma redução do consumo, afinal há uma preocupação no sentido de conter gastos na população. No entanto, sem dúvidas, é um dos setores menos impactados pela crise.

Companhias elétricas

Na mesma linha, as empresas de energia elétrica são outro grupo que devem ter impactos limitados no curto prazo. Muitas trabalham com vendas contratadas, algo que garante melhor projeção do fluxo de caixa. Ao mesmo tempo, a luz continua sendo consumida em casa.

Novamente, haverá impacto. Empresas que lidam com pessoa física podem encarar algum nível de inadimplência. No entanto, as receitas não são zeradas como acontece em outros segmentos.

Farmácias

O impacto nas farmácias é praticamente nulo. Na prática, temos até uma projeção positiva no curto prazo na medida em que as pessoas tendem a comprar mais remédios. Sendo assim, trata-se de outro setor resiliente nessa crise.

Como investir considerando os impactos causados pelo coronavírus?

Pensando nos setores e nos impactos sofridos pela crise causada pelo coronavírus, torna-se possível traçar alguns cenários. No entanto, tudo depende diretamente do seu objetivo enquanto investidor.

É evidente que existem claras diferenças entre setores muito impactados (companhias aéreas, varejo ou construção civil) daqueles menos afetados (supermercados, farmácias ou companhias elétricas). Ao mesmo tempo, o Mercado Financeiro sabe disso: papéis de maiores riscos sofreram mais com desvalorização em seus ativos.

Sendo assim, qual é o seu objetivo com as suas operações financeiras? Para um trader de curto prazo, talvez valha a pena explorar ativos com maior risco na medida em que eles possuem maior potencial de recuperação de preço com a retomada econômica.

Vale lembrar que, em todo planeta, empresas listadas nas Bolsas de Valores possuem estrutura de capital mais robusta do que pequenos negócios. Desta forma, a chance de elas venham a quebrar é bastante reduzida, ainda mais considerando a atuação dos governos em todo planeta.

Por outro lado, setores mais resilientes podem ser recomendados para aqueles investidores mais conservadores. Os impactos serão menores e eles poderão aproveitar dos dividendos ao longo do tempo. Apenas se lembre de que quanto maior o impacto e o risco do setor, maiores também as oportunidades de comprar bons negócios a um preço baixo.