Sustentabilidade. O que ela tem a ver com seus investimentos?

A AXA S.A, uma companhia de seguros de renome sediada na França, está retirando a RWE AG, uma das suas maiores clientes, da sua lista de parceiros. Um dos principais motivos seria o fato de a RWE não estar fazendo o suficiente para diminuir suas emissões de CO2 na atmosfera e ser ainda muito dependente do carvão. 

É um fato sem precedentes, até mesmo na Europa, que costuma ser mais avançada em questões ambientais. E uma notícia que, certamente, será seguida de outras. Allianz SE e Zurich Insurance também são empresas europeias que impõem cláusulas de restrições ao uso de carvão na geração de energia das empresas. 

Além disso, em uma reflexão mais macro, percebe-se, pelas notícias, que alguns países têm deixado de apostar no Brasil, justamente por causa do descaso com o meio ambiente do governo atual. Ou seja, sustentabilidade tem tudo a ver com investimentos, seja em países, seja em empresas. Afinal, esse tema permeia cada vez mais o nosso dia a dia. 

Já se sabe que o perfil do investidor atual da Bolsa se preocupa muito mais em ter certeza de que a empresa que investe é comprometida com as causas ambientais. Existe, inclusive, o que é chamado de Fundos ESG (Environmental, Social and Governance), um modelo de investimento (que pode ser classificado como uma aplicação), que investe apenas em ações de empresas que se enquadram no índice ESG. São empresas que apresentam  uma elevada performance nos critérios sustentáveis. Elas tendem a transmitir segurança e solidez aos investidores, pois pensam a longo prazo, preocupam-se com os bens escassos do planeta. 

Os investidores já demonstram essa preocupação com o futuro. E provam que as empresas que ainda não se adaptarem a isso, terão que mudar muito.