2 motivos por que 2021 vai ser o ano de investir na Bolsa (e 1 para ter cautela).

2020 será lembrado como um ano de grandes dificuldades e obstáculos totalmente imprevisíveis. Segundo um levantamento do Bank of America, o mercado financeiro só não foi mais traumático por causa da injeção de estímulos dos governos, que atingiu números recordes.

Com a transição do governo americano de Donald Trump para a gestão de Joe Biden, a chegada de vacinas contra o coronavírus e novos pacotes de recursos para recuperação econômica, é possível começar a sonhar com um 2021 que deixe as experiências traumáticas para trás. Nesse cenário, existem razões para ficar otimista… mas também para sermos cautelosos.

Positivo: Rotação de ativos

Segundo especialistas, 2021 pode ser o ano da Bolsa de Valores e dos países emergentes, por conta da “rotação de ativos”, ou seja, a mudança de recursos dos investidores de setores menos atingidos pela pandemia, como tecnologia, para os mais atingidos, como bancos e commodities. Além disso, as perspectivas de controle da pandemia com a chegada das vacinas e potencial reabertura econômica apontam para um ressurgimento dos ativos de maior risco.

A rotação de ativos também implica na migração dos mercados desenvolvidos para os emergentes, que se tornam mais atrativos com a diminuição dos riscos e incertezas. Um exemplo é a B3, bolsa de valores brasileira, que registrou saldo positivo de cerca de R$ 30 bilhões em investimento estrangeiro em novembro de 2020, um recorde histórico. Apesar do Brasil representar menos de 1% do valor de mercado das ações globais, o cenário atual é muito positivo para países emergentes, especialmente o Brasil.

Positivo: Estímulos (monetários e fiscais)

As taxas de juros muito baixas, próximas de zero, anulam os retornos acima da inflação da renda fixa, o que acaba levando investidores para o mercado de renda variável. E isso é parte de um movimento dos bancos centrais para tentar reaquecer a economia levando investidores para a renda variável, beneficiando as empresas, que podem fazer novos investimentos, gerando um ciclo virtuoso.

Os estímulos fiscais que acarretaram em liquidez recorde também ajudam a renovar a confiança. Conforme reportado pela revista The Economist, investimentos públicos foram responsáveis por levantar U$$ 3,6 trilhões em capital, o que incrementou bastante o caixa das 3 mil empresas não financeiras de capital aberto mais valiosas do mundo. Isso deve levar a retornos maiores para acionistas e um impulso nas fusões e aquisições – que já tinham voltado a ganhar força no fim do ano.

Cautela: Bolha e pressões diversas

Liquidez demais, porém, pode causar um efeito colateral e inflar os preços dos ativos, formando bolhas no mercado de ações. Além disso, pressões inflacionárias causadas pelo impacto da pandemia na economia vão preocupar os países emergentes primeiro antes de chegarem nos mais ricos.

No Brasil, o fisco também é algo a se levar em consideração, pois o governo precisa convencer o mercado de que a dívida pública segue gerenciável sem grandes elevações – que já ocorreram com as medidas adotadas na pandemia em 2020. Há outros aspectos sociopolíticos no Brasil e no mundo que podem impactar a visão do investidor, mas ainda é cedo para afirmar quais desses aspectos terão impacto significativo durante o ano.

Para o Daytrader, a situação pode ser mais positiva, pois muitas operações rápidas podem não ser afetadas pelo contexto maior, dadas as devidas circunstâncias. É claro que isso depende de uma série de fatores, e saber quando e como operar no momento certo necessita que o trader esteja bem atualizado com as notícias do momento, além de ter um conhecimento adequado e experiência. Mas, para te ajudar com isso, você sabe que pode sempre contar com a UniTrader.

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